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Biografia Resumida

Povos Bárbaros

Ganhava o adjetivo de povos bárbaros, as populações que estavam na região norte, oeste e centro da Europa.

Além disso, o termo faz referência para caracterizar uma pessoa como sendo cruel e insensível.

povos bárbaros

Quem eram os povos bárbaros

Com origem na língua grega antiga, a expressão “bárbaro” significa “não grego”.

Então, essa foi à forma encontrada para chamar as pessoas e populações estrangeiras.

O termo povos bárbaro também foi usado pelos romanos e, por consequência, passou a significar “não romano” ou “incivilizado”.

Vale lembrar que no início, os gregos também chamavam o povo romano de bárbaros.

No entanto, o que há em comum entre gregos e romanos é o preconceito direcionado aos estrangeiros e migrantes que não compartilhavam os mesmos códigos, hábitos e costumes.

Eles não aceitavam que existissem pessoas, tribos, grupos e populações que não compartilhavam da mesma cultura.

Assim como era difícil entender e aceitar alguém que não conseguia falar e escrever o latim ou língua grega.

Desse modo, bárbaro não é uma população, pessoa ou grupo específico, mas foi um adjetivo usado para caracterizar quem era considerado primitivo, selvagem e violento.

O conceito pejorativo de povo bárbaro perdurou durante todo o Império Romano, entre a Antiguidade até a Idade Média.

Logo quem ganhava o adjetivo de população bárbara estavam os hunos, lombardos, celtas, godos, gauleses, suevos, francos e vândalos.

Esses povos estavam localizados na região norte, oeste e centro europeu, próximos dos limites do Império Romano, que havia um governo autoritário conduzido por um imperador com domínios na Ásia, África e Europa.

Próximos do povo romano, muitas populações bárbaras foram capazes de declarar guerra contra o exército de Roma.

O que colaborou para reforçar o termo de povo bárbaro, quando havia alguma população, grupo ou tribo atacando o Império Romano.

O termo bárbaro perdia sentido quando o exército romano saía como vencedor das lutas, revoltas e guerra, uma vez que os derrotados eram tradicionalmente incorporados ao Império Romano.

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Como viviam

O Império Romano considerava povos bárbaros, os grupos de pessoas conhecidos na época como, por exemplo, os hunos, lombardos, celtas, godos, gauleses, suevos, francos e vândalos.

A população huna era nômade que saiu da Ásia Central por conta de problemas climáticos e em busca de novos pastos.

Eles tinham grandes rebanhos de animais e precisavam de terras produtivas para pastagem.

Então, começou invadir tudo o que havia no seu caminho como cidades, vilarejos e tribos.

Os hunos chegaram invadir a Europa, derrotando populações como os godos (ostrogodos e visigodos).

A sua disciplina e proeza estratégica para guerra também conseguiu vencer o Império Romano no ano de 476 depois de cristo.

Logo, foi considerada uma população bárbara pelos romanos devido à fama de grupo violento e também por ter atacado o exército romano.

Já a tribo germânica dos godos, avaliada povo bárbaro, surgiu na Escandinávia e foram corajosos por terem lutado com, o habilidoso e experiente, exército romano.

No combate saíram vencedores, conseguindo conquistar parte do território que pertencia ao Império Romano.

Desde então, os godos, também conhecidos por ostrogodos e visigodos, eram temidos até serem derrotados pelos gregos e asiáticos, obrigando voltar para Escandinávia.

Outra população vista como bárbaros foram os lombardos que são nativos da região norte da Europa.

Eles colonizaram o vale do rio Danúbio e também conquistaram a Itália, durante o Império Bizantino, formando o Reino Lombardo.

O Império Romano teve um relacionamento amistoso com o povo lombardo, mas não falavam latim e possuíam costumes e cultura diferente dos romanos.

Também há os celtas que são diferentes povos, organizados em várias tribos.

Os celtas eram organizados por múltiplos tipos de tribos, dentre eles existia os gauleses, bretões, escotos, eburões, belgas, gálatas, calendónios e trinovantes.

Eles foram um dos grupos populacionais integrados à cultura dos Romanos e também são responsáveis por estimular a metalúrgica na Europa, nascendo o período da Idade do Ferro.

Dois povos considerados bárbaros são os suevos e vândalos que chegaram a lutar guerras contra o exército romano.

Os vândalos foram uma tribo que, no século V, foi capaz de adentrar no Império Romano, invadindo a Gália e a Ibéria.

Todos esses combates tinham o objetivo de conquistar a região norte da África para construir seu próprio império.

A região norte da África estava sobre o domínio dos romanos que logo depois de conquistado pelos vândalos foi saqueado.

Vindos da região que hoje é a Alemanha, os suevos começaram sua migração em busca de novas terras invadindo o território romano.

Como o Império Romano estava fragilizado por conta dos ataques e batalhas, os suevos conquistam uma parte da Europa, especialmente a região da Galícia.

No território conquistado, esse povo constrói seu reino em Portugal, na cidade de Braga.

O declínio dos suevos ocorreu após ataques dos visigodos no ano de 585.

Com a derrota, eles foram sujeitados a ser vassalo dos visigodos que construíram seu reinado na cidade de Toleto, Portugal.

Por último, há os francos que são um conjunto de tribos que também atacaram e invadiram o reinado romano.

A invasão rendeu a conquista de terras que hoje ficam localizadas no norte da França.

Nessas terras, os francos construíram seu reino e conseguiram influenciar até no nome da França que é uma homenagem a tribo que durou entre os anos de 481 a 843 depois de cristo.

Quais eram os costumes dos povos bárbaros

O termo povos bárbaros era utilizado para designar qualquer população estrangeira, não romana, não grega ou que entrava em conflito com o Império Romano.

Ou seja, é quase impossível enumerar de forma exata os costumes das tribos, grupos e sociedades que receberam o adjetivo de povos bárbaros.

Até porque as regiões próximas ao reinado romano foram de intensas guerras, conflitos e transformações.

Além disso, havia diversos grupos e tribos que disputavam território e riquezas para garantir a sua sobrevivência.

Mesmo assim, é possível notar que, embora sejam de tribos e grupos de pessoas diferentes, há uma característica comum entre cada civilização.

Os povos bárbaros possuíam, de forma geral, origens germânicas até entrarem em contato com os romanos e conseguirem influenciar ambos os costumes e culturas.

Logo, uma grande parte de costumes foi preservada e continuam vivas até os dias de hoje.

Mas também há comportamentos e tradições que foram transformados ou eliminados na medida em que se tornaram costumes não aceitos em sociedade.

Então, os costumes bárbaros durante a passagem do período da Antiguidade para a Idade Média são marcados por um comportamento tribal.

Os povos bárbaros eram acostumados em se envolver nas lutas e guerras, pois viviam numa intensa migração que acontecia quando suas terras ficavam inférteis para a sua sobrevivência.

As terras ocupadas pelos bárbaros pertenciam ao chefe guerreiro eleito que tinha a responsabilidade de administrar a sociedade tribal e proteger a população.

Possuíam habilidades avançadas para agricultura, à pesca e a caça de animais.

Além disso, havia agilidade natural para guerra e invasões territoriais. Os homens eram treinados para fazer parte do exército bárbaro.

Nesse treinamento, os jovens eram educados para fazer roubos e durante as batalhas causavam medo.

Eles cultivavam o costume de produzir gritos e berros para em seguida atacar seus oponentes.

E mais, fazia parte da cultura ter um relacionamento de lealdade e fidelidade entre todos os membros do exército.

Os bárbaros tinham o costume de colecionar os crânios dos povos adversários, assim como também chegavam beber água ou vinho nos restos mortais, como em crânios humanos.

Não davam valor à educação e grande parte da população e até os chefes não sabia ler e escrever.

Já na religião, adoravam diversos deuses que representavam elementos na natureza.

Características

povos bárbaros

Os povos bárbaros, de forma geral, possuíam corpos musculosos, altos e de olhos azuis.

A maioria tinha cabelos longos e as barbas dos homens chegavam até ao peito, sendo vistos como primitivos.

Nos combates se pintavam de animais e chegava imitar movimentos como de cobras.

Para assustar os inimigos, colocavam em seus capacetes cabeças de animais selvagens.

Todos usavam roupas produzidas a partir da pele de animais para se proteger do frio.

Eles moravam com suas famílias em cabanas rústicas que na maioria das vezes não possuíam nenhum tipo de conforto.

Economia

Os povos bárbaros da Antiguidade para a Idade Média adotavam uma organização social baseada no patriarcado.

O homem tinha o status mais alto dentro das tribos bárbaras e dentro de suas famílias eram chefes.

Eles tinham a responsabilidade de fazer decisões referentes à casa, as guerras e as terras.

Logo, mulheres, crianças e escravos tinham de aceitar as ordens do homem bárbaro.

Não possuíam conhecimento em relação a organização administrativa, política e social.

Em vista disso, as tribos possuíam autonomia, pois as bases políticas e administrativas eram concentradas apenas na figura do chefe guerreiro.

Apenas durante conflitos e guerras é que as tribos selavam acordo entre si.

Já a economia dos povos bárbaros era baseada no costume de fazer trocas e usavam suas terras de forma coletiva.

Os bárbaros faziam o cultivo de cereais e também precisavam cuidar dos animais para retirar conseguir a carne, o leite e o couro.

Como os homens comandavam suas famílias, restava para as mulheres, crianças e escravos realizarem o cultivo e cuidar dos animais.