Biografia de Marielle Franco

Marielle Francisco da Silva, conhecida como Marielle Franco, foi uma mulher que superou diversas barreiras e através da educação, bom coração e por se importar tanto com os outros, tornou-se uma importante representante das minorias e dos direitos humanos dentro do seu estado, Rio de Janeiro.





No inicio de 2018 a mídia relatou a notícia sobre a morte de Marielle, que gerou comoção internacional, comoção a qual de alguma forma gerou também algumas indignações sobre o caso, que ainda está sendo investigado pela Polícia Civil.

Quem foi Marielle Franco?

Marielle Franco nasceu no Complexo da Maré, uma das maiores favelas do Rio de Janeiro, se definia como “cria da Maré” (como consta em seu perfil nas redes sociais), filha de Marinete e Antonio Francisco da Silva Neto, Marielle era negra, e além da sua militância, ela era símbolo da superação das desigualdades sociais.

Começou a trabalhar desde os 11 anos. Aos 19 anos teve sua primeira filha, no mesmo ano matriculou-se em um cursinho pré-vestibular comunitário. Aos 20 anos seu interesse por direitos humanos surgiu, depois de perder uma amiga entre uma troca de tiros entre policiais e traficantes.

Formou-se em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- RJ) com bolsa integral pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), após a graduação Marielle fez mestrado em Administração Pública na Universidade Federal Fluminense, sua dissertação fazia uma análise ao modelo neoliberal e militarista adotado ao Estado Penal brasileiro, utilizou o Complexo da Maré como estudo de caso.

Marielle também defendia a causa feminista e LGBT, tinha um relacionamento com a arquiteta Monica Benicio há mais de 10 anos, com quem se casaria no próximo ano (2019).

Biografia Marielle Franco

Foto: Reprodução

Vida política de Marielle Franco

Apesar da sua militância ativa desde sua adolescência, Marielle iniciou sua carreira na política como assessora de Marcelo Freixo e com ele trabalhou por cerca de 10 anos, onde assumiu a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, trabalhava (questões jurídicas ou apoio psicológico) por interesses dos atingidos pela violência, principalmente, aos familiares de cidadãos e militares.

No ano de 2016 candidatou-se a vereadora do Rio de Janeiro e foi a quinta parlamentar mais votada, foi eleita pela coligação formada pelo PSOL e PCB com mais de 46 mil votos.

Durante sua atuação como vereadora, Marielle enviou 13 projetos de Lei à câmara municipal do Rio de Janeiro, além de ter defender diversas pautas, tais como: racismo, mulher na política, defesa aos direitos básicos, segurança nas favelas, LGBTs, garantia ao aborto (nos casos previstos em lei) entre outras.

Marielle era além de tudo muito corajosa, não tinha medo de demonstrar indignação às diversas injustiças que aconteciam no Rio de Janeiro, principalmente nas periferias.

Pouco antes de sua morte, a vereadora assumiu uma Comissão de Monitoramento (sobre os Direitos Humanos) à Intervenção Militar e seguia denunciando abusos ocorridos pela ação.

No ano 2000 Franco deu início em um relacionamento que duraria muito tempo com Mônica Benício e recentemente Mônica, Marielle e sua filha Luyara teriam mudado de casa para o bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ).

Um dos motivos pelos quais ela começou a lutar pelos direitos humanos é que no ano de 1998 aconteceu uma tragédia com uma amiga que foi assassina por uma bala perdida entre um confronto com a polícia e traficantes da Maré.

A morte de Marielle Franco

No dia 14 de março de 2018, Marielle foi morta a tiros, enquanto voltava de um encontro com mulheres negras. Seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes, também morreu no local. Os disparos foram lançados por um carro que cercou o que as vitimas estavam.

A principal hipótese é que o crime tenha sido uma execução, e que tenha correlação com a atuação política de Marielle, apesar das investigações não desconsiderarem outras hipóteses.

Os principais suspeitos até o momento são os milicianos. Pessoas da polícia militar do Rio de Janeiro que eram contra as intenções da parlamentar. São apenas suspeitas, pois não existe qualquer evidência que prove a autoria do crime até o momento.

Existe também a hipótese que Marielle Franco tenha se envolvido com um traficante a mais de 20 anos atrás (pai da filha dela) e o mesmo ainda teria algum tipo de ódio pela vereadora. Atualmente ele está preso.

A morte de Marielle gerou comoção internacional, sendo relatada em diversos jornais internacionais e também no Brasil. Apesar disso, a comoção também gerou polêmicas e alguns grupos espalharam noticias que questionavam a moral da vereadora.

De qualquer forma, seja qual for sua opinião política, o que aconteceu com Marielle não deve ser aceito. Acima de tudo, perdeu-se uma vida e um crime contra um representante público é algo muito sério.

Todos os dias pessoas morrem vitimas da violência, e isso é inaceitável, e em todos os casos é importante comoção e respeito.

Existe um site dedicado a Marielle por pessoas próximas e o seu ex-partido político com informações e intruções sobre movimentos a favor da ilustre que hoje não está entre nós.

Para acessar, visite o endereço: www.mariellefranco.com.br

Principais projetos de Lei de Marielle Franco

Abaixo você poderá conferir quais são os principais projetos de leis votados e trabalhos por Franco na vida política.

Projeto de Lei #AssédioNãoÉPassageiro

Segundo informações do site oficial de Marielle, este o projeto tem como principal função fazer com que reduza ou acabe com o assédio sofrido pelas mulheres dentro dos transporte público. O motivo pelo qual houve a iniciativa para o projeto é que a cada 16 horas, uma mulher denuncia esse tipo de violência no Rio de Janeiro.

Realmente é um número astronômico, imagina aquelas mulheres que preferem não denunciar?

Projeto de Lei 0265/2017 Lei das Casas de Parto

Este outro projeto: Lei das Casas de Parto busca estimular a criação de casas de parto nas zonas de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade.

Este projeto aconteceu porque segundo informações do site da vereadora. No Rio de Janeiro existem poucas Casas de Parto na rede municipal de saúde.

Um coisa é certa. As Casas de Parto, além de contribuir para a vida das pessoas que moram nessas regiões (mãe ou bebê) estaria gerando menos custos ao município e grandes maternidades.

Além dos projetos citados a cima, temos informações também dos seguintes projetos de Lei trabalhos por Marielle Franco enquanto estava viva:

  • Projeto de Lei 0017/2017Espaço Coruja / Espaço Infantil Noturno;
  • Projeto de Lei 0016/2017Pra Fazer Valer o Aborto Legal no Rio;
  • Entre outros.

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  1. Giovanna Monteiro

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