Biografia de Lampião

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, o rei do cangaço, nasceu no dia 07 de julho de 1897 na cidade de Serra Talhada, sertão de Pernambuco.





O então menino era filho de trabalhadores rurais e tinha mais seis irmãos, sendo ele, um dos mais velhos da família.

Biografia de Lampião

De família humilde e simples, ajudava os pais no trato do gado e a cuidar de seus irmãs menores. Virgulino sabia ler e escrever, trabalhava também como artesão e tinha problemas de vista, por isso utilizava óculos.

Essas características eram pouco comuns para a região que ele vivia. Até o ano de 1915, o futuro cangaceiro brasileiro, levava uma vida simples. Porém seus pais travavam discussões acerca de limites de terras e problemas com animais da pequena fazenda.

Biografia de Lampião

Foto: Reprodução.

Seus pais foram acusados de roubo de gado, por uma família mais rica da região. De fato, mais tarde seus irmãos foram pegos quando sacrificaram alguns animais dessa mesma família.

Diante dessa situação, foi travado um confronto armado onde os pais de Virgulino foram mortos pelos policiais. Ele então, assumiu as responsabilidades de irmão mais velho e passou a cuidar de seus irmãos menores.

Pela sede vingança que sentia, Virgulino conheceu o cangaço e passou a fazer parte do grupo do Sinhô Pereira. O apelido de Lampião lhe foi dado pela capacidade de manejar uma arma e atirar diversas vezes com ela, sendo capaz de iluminar a escuridão da noite nordestina.

Em 1922, Lampião assumiu o comando do grupo, após Sinhô Pereira deixar de fazer parte do cangaço. Sob sua liderança, os cangaceiros realizavam vários crimes durante sua passagem nas cidades nordestinas.

Quando estava no Ceará, Padre Cícero enviou a Lampião uma intimação para poder conversar com ele. O cangaceiro, como era devoto e fiel ao religioso, foi ao seu encontro.

Padre Cícero pediu a Lampião, que ele e seus homens atuassem na captura da Coluna Prestes. Como recompensa, ele e seu grupo receberiam perdão de todos os seus crimes e ele, ainda ganharia o título de capitão dos Batalhões Patriotas.

Lampião aceitou a proposta de Padre Cícero. Entretanto, descobriu que a anistia que ele e seu grupo receberia não valeria de nada. Virgulino então, desistiu e voltou para a atuar no cangaço.

Por volta de 1931, Lampião conheceu a mulher por quem se apaixonaria e ingressaria ao seu bando. Mulheres não eram permitidas nos grupos de cangaço. Maria Deia era esposa de um sapateiro.

Ficou conhecida como Maria Bonita, por ser capaz de abandonar o marido para ir embora com Virgulino. Ela é lembrada por ser a primeira mulher a juntar-se ao cangaço.

Por muitos anos Lampião percorreu o nordeste e praticou diversos atos criminosos. No entanto, também ganhou fama por onde passava, por fazer justiça com as próprias mãos.

Tornou-se admirado por muitas pessoas e também, temido por mais pessoas ainda. Lampião era o responsável por pensar nas roupas de seu bando. Ele gostava de utilizar anéis, pulseiras e diversos adereços.

Quem foi Lampião?

O rei do cangaço como foi apelidado, está marcado na história brasileira. O cangaço representou um movimento do nordeste brasileiro. Lampião e Maria Bonita são os principais representantes do cangaço.

O casal é lembrado até hoje por suas aventuras e também pela crueldade de seus atos. Por vários anos Lampião e seu bando percorreram o nordeste brasileiro. Praticavam diversos crimes, mas também eram adorados por muitas pessoas simples, já que por vezes ajudavam os mais necessitados.

O matador causou dor de cabeça a Getúlio Vargas que queria a todo custo sua captura. Foi noticiado internacionalmente quando uma foto dele e seu bando, estamparam o jornal americano The New York Times.

História de Lampião e Maria Bonita

A história de amor mais lembrada do cangaço brasileiro teve início nos anos trinta. Maria Deia era casada com um sapateiro.

Lampião e Maria Bonita

Envolveu-se e apaixonou-se por Lampião. Maria Deia passou a se chamar Maria Bonita e ficou conhecida por ser a parceira do maior cangaceiro brasileiro. Da união, nasceu em 1932, Maria Expedita.

Filme sobre o cangaceiro

Pela fama que conquistou, o cangaceiro foi inspiração de diversos filme sobre a vida no cangaço. Alguns destacam-se no cenário nacional. O filme Lampião, Rei do Cangaço foi lançado em 1963.

Nele são narrados a vida dura de Virgulino até sua ascensão no cangaço. Há também filmagens mais modernas que retratam a vida do cangaceiro.

Quem matou Lampião?

Em 1938, quando Lampião tinha 40 anos, ele e seu bando foram mortos pelo homens do tenente João Bezerra. O militar já a muito tempo seguia os passos do cangaceiro.

Os cangaceiros estavam em Sergipe quando foram mortos. O tenente ordenou o ataque ao grupo por meio de metralhadoras, não dando a mínima chance dos homens de Lampião escaparem.

Os cangaceiros foram decapitados, com suas cabeças expostas em Alagoas. Somente em 1968, por intervenção dos familiares à igreja católica, conseguiram enterrar seus parentes. Por muitos anos tiveram suas cabeças em exposição no Museu Nina Rodrigues, na Bahia.

Frases de Lampião

  • “Quando cubro um macaco na mira do meu rifle, ele morre porque Deus quer; se Ele não quisesse, eu errava o alvo.”
  • “Dinheiro eu tenho que só bosta de cabra em chiqueiro velho.”
  • “Que negro bom para uma enxada.”
  • “Diga a ele que eu não tenho medo de boi velhaco, quanto mais de bezerra.”
  • “Num sei pruquê eu nunca vi home corado na minha frente.”
  • “Cidade com mais de uma torre não é para mim.”
  • “É Lampião que vai entrando, amando, gozando, querendo bem. Bom cumo arroz doce tando carmo. Zangado é salamanta.”
  • “Premero de tudo, querendo Deus, Justiça! Juiz e delegado que não fizer justiça só tem um jeito: passar ele na espingarda!”

Curiosidades

  • Lampião passou sua juventude trabalhando como artesão;
  • O cangaceiro era alfabetizado;
  • Os óculos que utilizava e tornou-se seu símbolo pessoal, era usado por ele desde a infância em decorrência de problemas oculares.

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