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Biografia Resumida

Biografia de Euclides da Cunha

Euclides da Cunha marca a história e a literatura brasileira com sua escrita crítica. Com uma história real e um fim trágico, apresentamos a você a biografia dele.

A história e literatura brasileira é marcada por personagens com trajetórias e feitos incríveis, desde o início da história do nosso país temos sido palco de ilustres escritores, pesquisadores, revolucionistas, entre outros, que trouxeram contribuições marcantes para o nosso povo.

Euclides da Cunha foi um desses grandes nomes, e neste artigo, detalharemos um pouco da sua biografia.

Euclides da Cunha
Foto: Reprodução.

Quem foi Euclides da Cunha?

Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha é um conhecido nome da literatura brasileira.

Nascido em Cantagalo, Rio de Janeiro no dia 20 de janeiro de 1866, nascido na Fazenda da Saudades.

Seus pais Manoel Rodrigues Pimenta da Cunha, que era guarda-livros em fazendas de café e Eudóxia Moreira da Cunha que morreu aos três anos de idade de Euclides. Apesar de uma infância difícil   ele se destacou sendo um escritor, professor e jornalista brasileiro.

Onde trabalhou Euclides da Cunha?

Euclides da Cunha teve uma vida profissional bastante ampla. No final do ano de 1888 ele passou a colaborar no A Província de São Paulo, futuro O Estado de São Paulo.

Quando foi proclamada a república, Euclides volta ao exército sendo promovido como alferes-estudante e também começa a colaborar com o Gazeta de Notícias da capital federal.

No ano de 1896, ele deixa o exército para trabalhar como engenheiro-ajudante da Superintendência de Obras Públicas de São Paulo, nesse período o seu trabalho exige que ele viaje por todo o estado.

Em 1897 embarca para o sertão da Bahia, nesse momento havia explodido a guerra da Canudos. Euclides da Cunha trabalha como correspondente de guerra, testemunhando de forma presencial tudo o que estava ocorrendo, e transmitia por telégrafo todas as suas mensagens para o jornal Paulista.

Sua ida para a Bahia durou até outubro do mesmo ano, onde foi para São José do Rio Pardo em São Paulo para trabalhar administrando a construção de uma ponte. Ele começara também a escrever uma das suas obras mais famosas Os Sertões, e a publicaria em 1902.

Em 1903 Euclides da Cunha foi eleito para a Academia Brasileira de Letras e em 1909 lecionou a cadeira de Lógica do Colégio Pedro II, onde havia prestado concurso.

Principais obras de Euclides da Cunha

No ano de 1884 Euclides da Cunha já despontava seus talentos, pois publicou o seu primeiro artigo no jornal O Democrata, este era um jornal que ele junto com seus colegas havia fundado.

No mesmo ano ele escreveu um livro de poemas chamado Ondas.  Citaremos mais algumas das obras principais de Euclides da Cunha e ano de sua publicação.

  • A flor do cárcere. Revista da Família Acadêmica, 1887.
  • A Pátria e a Dinastia. A Província de São Paulo, 1888.
  • Estâncias. Revista da Família Acadêmica, 1888.
  • Fazendo versos, 1888.
  • Atos e palavras. A Província de São Paulo, 1889.
  • Da corte. A Província de São Paulo, 1889.
  • Democracia, 1890.
  • O ex-imperador. 1890.
  • Da penumbra. 1892.
  • A dinamite. Gazeta de Notícias, 1894.
  • O Estado de São Paulo, 1897.
  • Canudos: diário de uma expedição. O Estado de São Paulo, 1897.
  • O Argentaurum. O Estado de S. Paulo, 1897.
  • O batalhão de São Paulo. 1897.
  • O “Brasil mental”. O Estado de S. Paulo, 1898.
  • Fronteira sul do Amazonas. O Estado de S. Paulo, 1898.
  • A guerra no sertão 1899.
  • As secas do Norte. 1900.
  • O Brasil no século XIX. 1901.
  • Os Sertões: 1902.
  • Ao longo de uma estrada. 1902.
  • Olhemos para os sertões. O Estado de São Paulo, 1902.
  • A arcádia da Alemanha. 1904.
  • Civilização, 1904.
  • Conflito inevitável, 1904.
  • Um velho problema. 1904.
  • Os nossos “autógrafos”. Renascença, 1906.
  • Contrastes e confrontos. 1907
  • Peru ‘versus’ Bolívia. 1907.
  • Castro Alves e seu tempo. 1907.
  • Entre os seringais. 1906.
  • O valor de um símbolo. 1907.
  • Numa volta do passado, 1908.
  • A última visita. Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, 1908.
  • Amazônia. Revista Americana, 1909.

Morte

A morte de Euclides da Cunha nos remete a algum cenário de filme com final trágico. E exatamente esse termo é que denominamos a morte dele.

Euclides da Cunha tinha suspeitas de que sua esposa estava o traindo e sem nem pensar duas vezes, vai até o local de morada do suposto amante, que era um oficial atirador do exército, ao chegar lá não teve êxito em sua missão, sendo morto com três tiros no peito.

Passados alguns anos o seu filho com sede de vingança tenta sem êxito e acaba tendo o mesmo destino que o seu pai.

O dia 15 de agosto de 1909 é marcado como o dia em que Euclides da Cunha morreu.

Legado

Apesar da tragédia que o acometeu, Euclides da Cunha conseguiu permanecer na história pelos seus trabalhos e sua trajetória.

Os Sertões, o consagrou como escritor e representa um marco na literatura e na história brasileira.

Frases de Euclides da Cunha

Veja algumas das principais frases de Euclides da Cunha:

  • “Viver é adaptar-se.”
  • “Não é o bárbaro que nos ameaça, é a civilização que nos apavora.”
  • “O evangelho fecha-se com a astronomia.”
  • “Uma Constituição, sendo uma resultante histórica de componentes seculares, acumulados no envolver das ideias e dos costumes, é sempre um passo para o futuro garantido pela energia conservadora do passado.”
  • “Num país em que toda a gente acomoda a sua vidinha num cantinho de secretaria, ou numa aposentadoria, eu estou, depois de haver trabalhado tanto, galhardamente, sem posição definida! Reivindico, assim, o belo título de último dos românticos, não já do Brasil apenas, mas do mundo todo, neste tempos utilitários!”

Curiosidades

Ele colaborou com o jornal A província de São Paulo (hoje, O estado de São Paulo), a convite de Júlio mesquita que na época era diretor do jornal.

Fez uso de um pseudônimo José Dávila ou usava também as inicias E.C. No ano de 1888 escreveu mais dois artigos assinando como Proudhon.

Euclides da Cunha, também foi engenheiro dentre algumas de suas obras nessa área está a ponte sobre o Rio Pardo, em São Paulo que é usada até hoje. A construção da ponte ocorreu na mesma época em que escrevia a obra Os Sertões.

Biografia de Euclides da Cunha
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