Biografia de Castro Alves

A biografia de Castro Alves revela um dos últimos grandes poetas da terceira fase do romantismo no Brasil.





Quem foi Castro Alves

Batizado como Antônio Frederico de Castro Alves o poeta nasceu na Vila de Curralinho – atual cidade de Castro Alves – no interior da Bahia.

Era dia 14 de março de 1847 quando na casa de Antônio José Alves e Clélia Brasília da Silva Castro nascia o futuro “Poeta dos Escravos” como era conhecido. Foi através de seus versos que Castro Alves tornou-se um ativista dos direitos humanos ao defender escravos e condenar a escravidão!

O poeta nasceu na Fazenda Cabaceiras no respectivo município onde hoje abriga um parque histórico sobre a vida do ilustre poeta.

Não foi por menos que Castro Alves é o patrono da cadeira número 07 da gloriosa Academia Brasileira de Letras. O poeta foi colega do célebre intelectual Rui Barbosa no Ginásio Baiano e destacava-se pela forma de compor suas poesias com uma sutileza e paixão peculiar.

Biografia de Castro AlvesO poeta teve momentos difíceis no início de sua vida, sobretudo, no ano de 1859 quando sua mãe morreu.

Em 1864 seu irmão – José Antônio cometeu suicídio em sua terra natal Curralinho. Castro Alves se mudou para Recife onde entraria para um curso de direito após ser reprovado na primeira tentativa.

É evidente que o poeta que falou de amor de maneira sensual e falou de natureza obteve maior reconhecimento com suas poesias denunciando a crueldade da escravidão.

As obras de Castro Alves foram “Espumas Flutuantes – 1870”, “A Cachoeira de Paulo Afonso – 1873”, “Os Escravos – 1883”, “Tragédia no Mar”, “Navio negreiro – 1869”, “Hinos do Equador (póstumo) – 1921”.

Para o teatro Castro Alves escreveu “Gonzaga ou a Revolução de Minas – 1875”. O poeta foi influenciado pelo líder abolicionista Tobias Barreto que o fez conviver com outros defensores da causa pelo fim da escravidão que lutavam pelas ruas da capital pernambucana.

Em 1863 Castro Alves sentiu os primeiros sintomas da doença que o mataria mais tarde – a tuberculose, considerada o mal do século!

O poeta perdeu o pai em 1862 e desde então via-se cada vez mais envolvido com as causas abolicionistas, como se aquela fosse a grande missão de sua vida. Castro Alves casou-se com Maria Rosário Guimarães com quem residiu no Recife.

O primeiro poema com a temática abolicionista publicado por Castro Alves foi “A Primavera” em que denunciava a escravidão e a crueldade contra os negros. O mesmo apaixonou-se pela atriz Eugênia Câmara que, inclusive, viajou com o poeta para a Bahia onde representou na peça “O Gonzaga ou a Revolução de Minas” escrita por ele.

Já agravado pela tuberculose o ilustre e boêmio poeta baiano ainda sofreria um grande e trágico acidente que lhe renderia uma amputação.

Em São Paulo no ano de 1868 o poeta termina seu ardente relacionamento com a atriz Eugênia Câmara e em 11 de novembro sofre um acidente enquanto caçava na várzea do Braz. Castro Alves atirou acidentalmente no pé e após várias tentativas de melhorar teve o membro amputado sem anestesia no Rio de Janeiro.

Após este período Castro Alves esteve em Caetité – cidade baiana onde moravam seus tios e onde, também, morrera seu avô materno Major Silva Castro – “Piriquitão”.

Como Castro Alves morreu?

O poeta morreu em Salvador no ano de 1871 – vencido pela tuberculose.

Atualmente existe não apenas a cidade com o nome do poeta, mas teatro, ruas, bairros e entidades públicas.

Principais obras de Castro Alves

Veja a lista com algumas das principais obras do escritor brasileiro:

  • A Canção do Africano, 1863;
  • Gonzaga ou a Revolução de Minas, 1866.
  • O Navio Negreiro, 1869;
  • Espumas Flutuantes, 1870;
  • A Cachoeira de Paulo Afonso, 1873;
  • Os escravos, 1883;
  • Hinos do Equador, edição de Obras Completas, 1921.

Lista de Poemas de Castro Alves

Os poemas criados por Castro Alves são:

  • Amar e Ser Amado;
  • Hinos do Equador;
  • A Canção do Africano;
  • Adormecida;
  • As Duas Flores;
  • O Coração;
  • O Navio Negreiro;
  • A Cachoeira de Paulo Afonso;
  • Amemos! Dama Negra;
  • Espumas Flutuantes;
  • O Adeus de Teresa;
  • O Laço da Fita;
  • Minhas Saudades;
  • Vozes da África,
  • Os Anjos da Meia Noite.

Frases de Castro Alves

  • “Ai! Que vale a vingança, pobre amigo. Se na vingança, a honra não se lava?”
  • “Bendito aquele que semeia livros e faz o povo pensar.”
  • “Tu és a estrela vésper que alumia aos pastores das arcádias dos fraguedos.”
  • “Meus filhos – alimária do universo, Eu – pasto universal.”
  • “Dizem.. que nós passamos a vida toda procurando nossa metade, como seres parcialmente vivos, e só nascemos e vivemos de verdade, quando às encontramos !”
  • “A praça é do povo como o ceú é do condor.”
  • “Levo a vida sorrindo, embora me custe lagrimas.”
  • “Que vale um ramo de alecrim cheiroso, que lhe atira nos braços ao passar, vai espantar o bando bulicoso das borboletas que lá vão pousar.”

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