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Biografia Resumida

Biografia de Chiquinha Gonzaga

Assim como toda mulher de seu tempo, Chiquinha Gonzaga teve de lidar com o preconceito e machismo que imperava na sociedade de sua época.

Este cenário fez com que esta musicista lutasse bravamente pelos direitos que julgava necessários naquele período.

Se você deseja conhecer esta personalidade, através de sua trajetória pessoal e profissional, acompanhe este artigo.

Pois nele abordaremos todos os detalhes sobre a vida e o trabalho de Chiquinha, ao longo de seus 87 anos de vida.

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Biografia de Chiquinha Gonzaga

A história de Chiquinha Gonzaga tem inicio em outubro de 1847, mais precisamente no dia 17, com seu nascimento no Rio de Janeiro.

Fruto da união do marechal do Exército l, José Basileu Gonzaga e da filha de escravos Rosa Maria Neves, Chiquinha foi criada em família com pretensões aristocráticas.

Afilhada do Duque de Caxias, Chiquinha conviveu de perto com a rigidez determinada pela família de seu pai.

Os estudos normais de Chiquinha foram realizado com o apoio do cônego Trindade. Já os estudos musicais, através do piano, foram realizados com a orientação do maestro Elias Álvares Lobo.

As rodas de Iundu, umbigada e os mais diversos ritmos de origem africana entraram cedo em sua vida. A primeira composição de sua autoria, a Canção dos Pastores, de cunho natalino, foi escrita quando tinha 11 anos.

Aos 16 anos, obrigada pelo pai, Chiquinha Gonzaga se casou com o oficial da Marinha, Jacinto Ribeiro do Amaral, engravidando em seguida.

6 anos após seu casamento, Chiquinha abandonou seu marido por não suportar a reclusão no navio em que ele servia e também por não concordar com a proibição imposta por ele, para não se envolver com música.

Em decorrência da separação, foi expulsa de casa por sua família, não permitindo que levasse dois dos três filhos que tivera. Ele pode levar somente, João Gualberto, o primogênito. A separação de Hilário e Maria do Patrocínio, os outros filhos, causou um enorme sofrimento em Chiquinha.

A música se tornando sua profissão

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Também como consequência da separação, Chiquinha Gonzaga passa a lecionar piano e frequentar rodas de choro, sempre acompanhada do flautista Joaquim Antônio da Silva Callado.

Neste período conhece seu novo parceiro de relacionamento, engenheiro de estradas de ferro João Batista de Carvalho,. Deste relacionamento nasce Alice Maria.

Apesar dos muitos anos vividos juntos, Chiquinha não concordava com as relações extraconjugais de João Batista, separando-se outra vez, e também sem direito de ficar com a filha Alice, pois a guarda permanece com o pai.

Com a separação, Chiquinha leciona mais uma vez, retornando à boemia e os bailes, se tornando uma musicista independente, acompanhado pelo Grupo Carioca, além de tocar piano nas lojas de instrumentos musicais.

O preconceito era uma constante em sua vida por criar seu primogênito sozinha. A partir deste momento a música para a ser sua profissão, o que lhe concede muito reconhecimento ao compor cançonetas, polcas, tangos e valsa.

Sua entrada na política acontece por conta de sua militância a favor da abolição da escravatura, e o fim da monarquia.

O seu modo independente e o hábito de fumar chamava a atenção nas rodas boêmias, atitudes totalmente condenadas quando associadas às mulheres.

Aos 52 anos, após se dedicar à música durante décadas, se apaixona pelo estudante de música, João Batista Fernandes.

A diferença de idade existente entre os dois, 16 anos, fez com que Chiquinha o adotasse, evitando possíveis escândalos por conta dessa diferença.

Desta forma também pode proteger sua carreira e manter o respeito por seus filhos. Em decorrência desta decisão, ela se mudou com seu grande amor para Lisboa, em 1902.

O retorno do casal ao Brasil ocorre após vencerem a resistência dos filhos de Chiquinha. O casal retornou camuflado e nunca assumiram publicamente este romance, descoberto apenas após a morte de Chiquinha Gonzaga.

O que Chiquinha Gonzaga fez de importante?

O grande destaque de Chiquinha Gonzaga ocorre na história da cultura brasileira e na luta pelas liberdades no Brasil.

Enfrentou a sociedade patriarcal opressora da época e incorporou ao seu piano toda a diversidade musical que encontrou nessa mesma época e legou à seu país obras fundamentais para a música brasileira e sua formação.

Foi uma musicista de choro pioneira , compôs a primeira marcha carnaval com letra, e também foi a primeira mulher regente de uma orquestra no Brasil. Sua obra conta com 77 peças de teatro, além de mais de 2 mil composições.

Curiosidades

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O Projeto de Resolução 14/1999 permitiu que fosse criada uma medalha de reconhecimento que é conferida à mulheres militantes de causas artísticas, culturais, democráticas e humanitárias, em âmbitos, municipal, estadual e federal. Chiquinha Gonzaga é uma das mulheres condecoradas com esta medalha.

Chiquinha compôs a mais célebre marcha de carnaval da história intitulada Ô Abre Alas, até hoje cantada e propagada com grande fervor no carnaval e em outros momentos de alegrias e festividades

O Dia da Música Popular Brasileira foi instituído em homenagem à Chiquinha Gonzaga sendo comemorado no dia de seu aniversário, 17 de outubro.

Morte

A morte de Chiquinha Gonzaga ocorreu em 1935, no dia 28 de Fevereiro, aos 87 anos, ao lado de seu grande amor, João Batista Fernandes Lage, no início do carnaval daquele ano.

Seu sepultamento foi realizado no realizado em Catumbi, no Cemitério de São Francisco de Paula.

Uma herma, como forma de homenagem foi colocada no Passeio Público do Rio de Janeiro. Esta obra foi criada pelo escultor Honório Peçanha.

Considerações finais

Como você pode observar neste artigo, Chiquinha Gonzaga foi uma grande musicista e mulher bem a frente de seu tempo.

Mesmo diante de todas as dificuldades impostas pela sociedade de sua época, não hesitou em fazer valer suas opiniões e principalmente suas obras.

Enfrentou todo o preconceito da época em prol de seus objetivos, crenças e por uma sociedade mais justa.

Chiquinha Gonzaga é uma mulher que deve servir de inspiração nossa sociedade, por sua coragem, personalidade, determinação e consciência.

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