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Biografia Resumida

Biografia de General Marechal Rondon

Um desbravador que auxiliou na demarcação das terras que pertenciam aos índios. Marechal Rondon não teve medo de atravessar o sertão para, com sua coragem, fazer o melhor que podia.

Foi ele quem idealizou o Parque Nacional do Xingu, além de ter integrado a Comissão das Linhas Telegráficas. Sem contar na abertura de estradas e na importante contribuição para o desenvolvimento do nosso país.

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Foto: Reprodução.

Quem foi General Marechal Rondon?

Cândido Mariano da Silva Rondon foi um sertanista e engenheiro militar brasileiro, nascido em 05 de maio de 1865. O marechal tornou-se famoso pela exploração feita na Bacia Amazônica e no Mato Grosso, feito incrível para a época.

Ele também ficou marcado por conta do apoio dado à comunidade indígena, sempre tão marginalizada no Brasil. Sua importância foi demasiada grande no Brasil, tanto que Rondônia recebeu a nova nomeação homenageando o militar.

Vida pessoal

Cândido Mariano da Silva é natural de Mimoso, um distrito de Santo Antônio do Leverger, localizado no Mato Grosso.

Seu sobrenome famoso, Rondon, foi acrescentado depois de crescido. Tanto o seu pai, quanto a sua mãe, eram mestiços indígenas, talvez daí sua afirmação como protetor e cuidador desses povos.

Sendo criado pelo avô quando sua mãe morreu, assim que ele completou dois anos de idade. Posteriormente do falecimento de seu pai, a guarda ficou com o tio paterno, Manoel Rodrigues da Silva Rondon. Foi então que Marechal Rondon adotou o nome que firmou-se na história do Brasil.

Esse tio, Capitão da Guarda Nacional, foi quem o educou até os 17 anos. Nessa época o rapaz ingressou com honras no Exército.

Assim, passou a fazer parte do 3º Regimento de Artilharia a Cavalo e, por conseguinte, na Escola Militar.

E foi no Rio de Janeiro que formou-se bacharel em Ciências Naturais e Físicas. Já como segundo-tenente, deu voz às suas ideias republicanas e abolicionistas.

E não se cansou em galgar um longo caminho na criação de linhas telegráficas e como professor no Mato Grosso.

Em 1982 casou-se no estado carioca com Francisca Xavier. Com a esposa teve sete filhos: Bernardo Tito, Heloísa, Clotilde, Beatriz Emília, Branca Luíza, Maria Sylvia e Maria de Molina.

Principais feitos

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Foto: Reprodução.

Marechal Rondon mostrava-se um homem à frente de seu tempo. Logo da Proclamação da República, em 1889, o militar teve a nomeação dada como ajudante na Comissão de Linhas Telegráficas.

O objetivo era que a comunicação entre Cuiabá e o Rio de Janeiro fosse estendida e intercalada com Goiás e Uberaba. Do alto do morro do Castelo, no Rio, era que Rondon dava as coordenadas geográficas aos seus superiores.

Em meados de 1890, concluiu as graduações como Engenheiro Militar e bacharel em Ciências Naturais e Físicas e Matemática, Desde então foi que chefiou um grupo de levantamentos tipográficos.

Unido com cerca de mais 20 soldados, não teve receio desbravar o sertão desconhecido, mas habitado pelas tribos bororos. Foi nessa época que deu início o seu contato com a comunidade indígena.

No ano de 1899, já estava chefiando a comissão de extensão das linhas telegráficas na fronteira com Paraguai e Bolívia. Marechal Rondon, para abrir picadas e erguer postes, contou com a assistência dos bororos.

E desse desbravamento, com o auxílio dos índios, descobriu rios, lagos e vales, nomeando-os e fazendo o mapa da região. Sete anos depois, o então presidente Afonso Pena, encarregou-o de fazer a junção de Cuiabá com o Acre. Na expedição, o militar conheceu as tribos nhambiquaras e parecis, os tidos antropófagos.

No ano de 1910, em março, Marechal Rondon assumiu o posto de chefe dentro do Serviço de Proteção aos Índios. Em 1939, já coronel, ele firmou-se como presidente primário do Conselho Nacional de Proteção aos Índios.

Foi feliz por ter conseguido a aprovação do projeto instaurado para o Parque Nacional do Xingu, em 1952. Em 1955 tornou-se marechal, e em 1956, o até então município de Guaporé, tornou-se “Rondônia”, em sua homenagem.

Morte

Após tantas expedições, bravuras e feitos, Marechal Rondon acabou falecendo em 19 de janeiro do ano de 1958. Com 90 anos, já cego, ele foi encontrado morto em Copacabana, no seu apartamento. Seu sepultamento se deu no Rio de Janeiro mesmo, no Cemitério São João Batista.

Curiosidades

  • Marechal Rondon só conseguiu adotar o sobrenome por conta de uma autorização dada pelo Ministério da Guerra;
  • Seu tio também não foi registrado como “Rondon”. Só o acrescentou em sua assinatura para ser diferenciado de um homônimo;
  • A construção das linhas telegráficas e demarcação de algumas fronteiras o levou à terras longínquas e inabitadas até então;
  • O militar foi autor do famoso livro “Índios do Brasil” e concorreu em 1957 ao Prêmio Nobel da Paz;
  • O município de Rondonópolis, no Mato Grosso, obteve esse nome em sua homenagem;
  • Amante dos livros, muitas vezes lia em cima do seu cavalo. Para diminuir o peso da carga, conforme ia avançando a leitura, arrancava a página e jogava fora.

Conclusão

Marechal Rondon, de descendência indígena, contribuiu significativamente com o movimento republicano e abolicionista.

Sua bravura em percorrer terras desconhecidas, trouxe grandes feitos para o Brasil, que não deixa de homenageá-lo por suas obras.

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