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Biografia Resumida

Biografia de General Marechal Rondon

Quem foi General Marechal Rondon?

Cândido Mariano da Silva Rondon, mais conhecido por Marechal Rondon, nasceu em Mimoso MT, em 1865 e faleceu, em 1958, aos 92 anos de idade. Militar e sertanista brasileiro que desbravou as regiões Centro-Oeste e Norte nos séculos XIX e XX.

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Foto: Reprodução.

Durante quase vinte anos, Rondon viajou por todo o país implantando o telégrafo e eventualmente abrindo estradas. Entre suas inúmeras conquistas, está a implantação de telégrafos no leste e sul do Mato Grosso, o que possibilitou a interação entre os estados de Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro com a região.

Nessas viagens, ele encontrava frequentemente tribos de índios que não tinham contato com a civilização e, aos poucos, desenvolveu uma técnica de aproximação amigável. Por ter sangue indígena, marechal Rondon tinha a certeza de que os índios não eram hostis e poderiam integrar-se à sociedade.

Rondon contribuiu também para o reconhecimento e mapeamento de grandes áreas ainda inóspitas no interior do país. A partir daí, levantou vários dados e informações de mineralogia, geologia, botânica, zoologia e antropologia. E encontrou, em 1906, as ruínas do Real Forte do Príncipe da Beira, a maior relíquia histórica de Rondônia.

Vida pessoal

Filho de Cândido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva, ficou órfão aos dois anos de idade, sendo educado pelo avô e um tio, Manuel Rodrigues da Silva Rondon, de quem outorgou o sobrenome. Mostrando interesse pelo carreira militar, aos 16 anos ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha.

Em 1881, Rondon foi para a Escola Militar no Rio de Janeiro. Em 1884, já estava habilitado para fazer o curso superior. Em 1888 foi promovido a alferes-aluno, nesse mesmo ano o governo imperial cria a Escola Superior de Guerra, para onde é foi transferido.

Em 1890, recebeu o diploma de bacharel em matemática e ciências físicas e naturais da Escola Superior de Guerra do Brasil. Partidário das ideias positivistas, participou dos movimentos abolicionista e republicano. Merecidamente, em 1955, Rondou recebeu o título de marechal.

Marechal Rondon foi casado com Francisca Xavier, teve seis filhas e um único filho homem. Era sua esposa quem o incentiva no senso de dever, resignação e comprometido sacrifício. “Era ela a fonte onde eu ia buscar energias para suportar minhas rudes tarefas”, escreveu Rondon.

Principais feitos

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Foto: Reprodução.

Pautou sua vida em duas causas: a ligação dos mais distantes pontos da fronteira e do sertão aos centros urbanos do país e a integração do indígena à civilização. Em 1952 Rondon propôs a fundação do Parque Indígena do Xingu.

Abolicionista, responsável pelo contato com centenas de populações indígenas, criador do Serviço de Proteção ao Índio — transformado em Funai em 1967. Foi indicado duas vezes ao Nobel da paz, em 1953 e 1957, pelo Explorer’s Club, de New York. Em 1925, Albert Einstein sugeriu seu nome ao comitê do prêmio.

Em 2015, após 150 anos do seu nascimento, Marechal Cândido Rondon teve seu nome inserido nas páginas de aço do ‘Livro dos heróis e das heroínas da Pátria’. E se tornou o 43º personagem a ter seus feitos registrados no livro histórico, guardado no Panteão da Pátria Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Morte

Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de janeiro de 1958, com quase 93 anos. Ficou conhecido pelo lema indigenista: “Morrer se for preciso, matar nunca”. Dona Francisca , sua esposa, havia falecido em 1949, fato que teve forte repercussão na vida de Rondon.

Curiosidades

Em 1913, foi iniciada, no rio Cáceres, a expedição de pesquisa científica conhecida como Roosevelt-Rondon, em atendimento à solicitação do ex-presidente americano Theodore Roosevelt de pesquisar e coletar espécimes da flora e da fauna da região amazônica. Até o ano de 1914, Rondon e Roosevelt percorreram a selva às margens da Bacia Amazônica, coletando materiais posteriormente enviados ao Museu Americano de História Natural.

No dia 5 de maio é comemorado no Brasil, o Dia do Marechal Rondon. Outro trabalho de destaque o sertanista foi a expansão das comunicações no Brasil, principalmente através do sertão desconhecido. Marechal Rondon abriu estradas e levou o telégrafo aos cantos mais distantes do território. Por este motivo, no dia 5 de maio também se comemora o Dia das Comunicações no Brasil.

Em 1956, em sua homenagem, o território de Guaporé passou a denominar-se Rondônia.

Conclusão

Rondon cumpriu essa missão abrindo caminhos, desbravando terras, lançando linhas telegráficas, fazendo mapeamentos e estabelecendo relações com os índios.

O militar foi fundamental para a integração de um país de fronteiras frágeis e para estabelecer contato — e manter a sobrevivência — de tribos indígenas.

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