Biografia de Rachel de Queiroz

Autora do premiado “O Quinze”, Rachel de Queiroz foi a primeira romancista a fazer parte da Academia Brasileira de Letras, em 1977, ocupando a cadeira de nº 5.





Quem foi Rachel de Queiroz

Nascida no dia 17 de novembro de 1910, em Fortaleza (CE), a autora veio a falecer no Rio de Janeiro, em 4 de novembro de 2003, prestes a completar 93 anos. Além de romancista e cronista, Rachel de Queiroz também dividia sua paixão literária com o jornal.

Foi redatora no jornal O Ceará, usando o pseudônimo de Rita de Queluz, escreveu mais de 2 mil crônicas, e também atuou como tradutora e teatróloga.

Para fugir da seca que assolava o Nordeste, Rachel de Queiroz veio para o Rio de Janeiro ao lado dos pais, Daniel de Queiroz Lima e Clotilde Franklin de Queiroz. Depois passou por Belém do Pará até regressar à Fortaleza, onde se formou como professora.

Antes de ingressar na vida literária, a romancista fez parte do jornal O Ceará, para só então escrever o primeiro romance, “O Quinze”, que narra a dramática história de quem viveu a miséria e a seca do nordeste, com descrições bastantes realistas. Apesar de poucos exemplares, “O Quinze” foi premiado pela Fundação Graça Aranha, em 1931.

No final da década de 30, Rachel de Queiroz escreveu para o “Diário de Notícias”, “O Jornal” e para a revista “O Cruzeiro”. Já na década de 50, escreveu duas peças de teatro: “Lampião” e “A Beata Maria do Egito”, sendo que essa última foi premiada pelo Instituto Nacional do Livro.

Rachel de Queiroz também já traduziu mais de 40 obras, e sua participação na educação brasileira rendeu um convite do presidente Jânio Quadros para ocupar o cargo de Ministra da Educação, o qual foi recusado. Segundo a romancista, ela preferia continuar sendo uma jornalista.

Biografia Rachel de Queiroz

Foto: Reprodução

Rachel de Queiroz também foi participante da 21º Assembleia Geral da ONU, atuando na Comissão dos Direitos do Homem, em 1966, e membro do Conselho Federal da Cultura do Ceará, de 1967 a 1989. Foi redatora no jornal “O Estado de São Paulo” e “Diário de Pernambuco”, colaborando semanalmente.

Desde a década de 80, a romancista e jornalista colecionou vários títulos honoríficos, desde o Doutor Honoris Causa, pela Universidade Federal do Ceará até o Doutor Honoris Causa, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Livros da personalidade

Segue abaixo as principais obras de Rachel de Queiroz:

  • O Quinze (1930);
  • João Miguel (1932);
  • Caminho das Pedras (1937);
  • As Três Marias (1939);
  • A Donzela e a Moura Torta (1948);
  • O Galo de Ouro (1950);
  • Lampião (1953);
  • A Beata Maria do Egito (1958);
  • 100 Crônicas Escolhidas (1958);
  • O Menino Mágico (1969);
  • Memorial de Maria Moura (1992).

O Memorial de Maria Moura foi adaptada para uma minissérie na televisão.

Frases de Rachel de Queiroz

“A vida é uma tarefa que não pode ser dividida com ninguém.”;

“Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado.”;

“Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdades ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não.”;

“Fala-se muito na crueldade e na bruteza do homem medievo. Mas o homem moderno será melhor?”.

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[VÍDEO] Sobre quem foi R. de Queiroz

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