Biografia de Lima Barreto

A literatura brasileira é repleta de grandes nomes, com obras consagradas e reconhecidas internacionalmente. Um destes autores é Lima Barreto, autor do conhecido “Triste Fim de Policarpo Quaresma”.





Lima Barreto deixou em suas obras um pouco da angustia e revolta que sentia, foi veemente elogiado por nunca mudar seu estilo de escrita e possuía um senso critico muito aguçado.

Suas obras foram criticadas no inicio, principalmente por fugirem dos padrões da época e terem marcante linguagem jornalística. Entretanto, anos depois fora muito utilizada por diversos autores e hoje é considerado um marco histórico na literatura brasileira.

Biografia de Lima Barreto

Foto: Reprodução.

Conheça a história e as obras de Lima Barreto.

Quem foi Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto, filho de Amália Augusta Barreto e João Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de maio do ano de 1881. Seu pai foi tipógrafo da Imprensa Nacional e depois almoxarife na Colônia dos Alienados (antigo hospício brasileiro).

Sua mãe faleceu quando ele tinha apenas 7 anos de idade, fato que trouxe diversos traumas e problemas à família do autor.

Lima Barreto teve que abandonar os estudos no ano de 1903, para cuidar de seu pai que adoeceu mentalmente e decidiu se dedicar inteiramente à literatura.

Anos depois trabalhou na Secretaria da Guerra no Brasil, o que lhe deu certa estabilidade financeira e contribui para que ajudasse financeiramente a sua família.

Lima era negro e sentiu na pele o preconceito e as diversas contradições do inicio do século, eventos os quais são associados ao seu vicio em bebidas e a depressão vivida pelo autor.

O vicio em álcool e a depressão levou Lima Barreto a ser internado duas vezes, em uma época em que os hospícios eram considerados uma espécie de campo de concentração.

Lima Barreto

Foto: Reprodução

Formação

Lima Barreto conclui os estudos iniciais no Colégio Dom Pedro II, mais tarde com a ajuda de um padrinho consegui estudar no Liceu Popular de Niterói (frequentado somente pela burguesia carioca da época).

Aos 16 anos entrou no curso de Mecânica na Escola Politécnica de Engenharia, mas sua paixão pela literatura e o adoecimento de seu pai o fez abandonar os estudos.

Quando deixou o curso de Mecânica, Lima Barreto ganhava a vida trabalhando como jornalista, e nesta área continuou mesmo depois de conseguir uma vaga no Ministério da Guerra.

Obras de Lima Barreto

As obras de Lima Barreto foram um resultado de seu senso critico aguçado, sua obra é considerada uma crônica perfeita dos subúrbios cariocas, onde de um lado esta a população pobre e oprimida e do outro a burguesia, os políticos e os militares.

As obras refletem ainda o preconceito racial por ele vivido e uma critica ao nacionalismo exagerado e utópico. Suas obras não usava a linguagem culta como outros autores de sua época, retratando as contradições culturais do período.

Dentre as principais obras de Lima Barreto estão:

  • Romances: Triste Fim de Policarpo Quaresma (publicada em 1915), Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá (publicada em 1919) e Bagatelas (publicada em 1923);
  • Contos: o mais conhecido é “Histórias e Sonhos” (publicado em 1920), além dos inúmeros publicados em jornais.

Após sua morte, as obras não divulgadas de Lima Barreto foram aos poucos sendo publicadas, entre estas estão:

  • Clara dos Anjos;
  • Coisas do Reino de Jambom;
  • Feiras e Mafuás;
  • Vida urbana;
  • Correspondência- Ativa e passiva.

Morte

Para se livrar das amarguras de sua vida, Lima Barreto encontrava refugio no álcool, o que o levou a sofrer alucinações e sua família resolveu interna-lo.

Anos depois pelos mesmos motivos fora internado novamente, e depois de sair não abandonou o vicio e acabou morrendo em novembro de 1922, solteiro, com apenas 41 anos de idade por consequência de ataque cardíaco.

Biografia Lima Barreto

Foto: Reprodução

Triste Fim de Policarpo Quaresma

Essa é considerada a obra prima de Lima Barreto, um dos livros mais lidos e cobrados em vestibulares do Brasil.

Publicado no ano de 1915, narra a historia de um funcionário público frustrado que viveu pós Proclamação da República. Policarpo Quaresma retrata o nacionalismo fanático e destruidor.

Policarpo queria que a língua Tupi fosse utilizada como língua nacional, para valorizar a cultura do país e, por este motivo é considerado um louco e é internado em um hospício.

Após sair do hospício ele se envolve com diversos políticos e acaba sendo condenado ao fuzilamento, em uma contradição política simbólica. Além disso, a obra traz uma critica social e descreve perfeitamente os subúrbios cariocas da época.

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