Biografia de Eça de Queirós

O escritor lusitano José Maria Eça de Queirós, nasceu no dia 25 de novembro de 1845, em Póvoa de Marzim, Portugal. Seu pai, José Maria Teixeira de Queirós, era brasileiro, nascido no Rio de Janeiro. Sua mãe era Carolina Augusta Pereira d’Eça, portuguesa.





Os pais de Eça de Queirós não eram casados quando ele nasceu, a cerimônia aconteceu anos depois, fato que não era comum para a época. Não sabe-se ao certo o motivo da demora do casamento dos pais do escritor.

Alguns sustentam a ideia da mãe de Carolina ser contra a união com o pai de Eça. De fato, isso pode ser verdade, já que após a morte da avó materna do futuro escritor, seus pais enfim, puderam celebrar a união.

A maior parte da infância e adolescência de Eça foi longe dos pais. Em parte, deve-se a essa união tardia dos pais. Como foi gerado antes do casamento, podia ser motivo desonra para a família de sua mãe.

Os pais de José Maria, seus avós paternos, assumiram a responsabilidade da criação do menino. Ao ter idade suficiente para começar os estudos, foi matriculado num colégio interno, do qual saiu ao completar dezesseis anos.

Ao sair do colégio, Eça de Queirós seguiu os passos de seu pai, e entrou para a Universidade de Coimbra em 1861, onde estudou direito e formou-se em 1966. Após concluir a faculdade, passou a morar em Lisboa.

bIOGRAFIA DE Eça de Queirós

Informações sobre a biografia resumida de Eça de Queirós.

Na capital, começou a trabalhar como advogado e jornalista. Eça escreveu seus primeiros trabalhos como jornalista para a revista Gazeta de Portugal. Esse conjunto de obras, foram publicadas em forma de livro após a morte do escritor.

Em 1969, em uma viagem ao oriente, esteve presente na abertura do Canal de Suez no Egito, onde teve inspiração para a criação da obra “O Egito”. Dessa mesma viagem, inspirou-se para a criação de mais obras, tal como: O Mistério da Estrada de Sintra (1870).

No ano de 1872, Eça foi nomeado cônsul de Portugal em Havana. O escritor entra em uma nova fase da carreira, como diplomata. Em 1874, foi transferido para trabalhar na terra da rainha, na Inglaterra.

Muitos destacam que o período vivido pelo escritor em terras ingleses foram os mais proveitosos de sua carreira. Em 1875 Eça lançou o “O crime do padre Amaro”. O romance é tido como principal obra do realismo em Portugal.

No folhetim, Eça de Queirós critica fortemente a sociedade burguesa de Portugal e também, o papel da igreja. Esse mesmo olhar crítico do autor pôde ser visto na publicação das obras “O primo Basílio”, em 1878, “O mandarim”, em 1880 e “Relíquia”, em 1887.

No ano de mesmo 1885, já com 40 anos, numa viagem a capital francesa, conheceu e casou-se com Emília de Castro Pamplona Rezende. Dessa união nasceram quatro filhos. Em 1885, foi novamente transferido para trabalhar como cônsul em Paris.

Em 1888, publicou “Os Maias”. Na história, Eça também faz críticas duras a sociedade portuguesa e constrói uma narrativa cercada de ironias.

As obras “A ilustre casa de Ramires”, “A cidade e as serras” e “Suave milagre” foram as últimas publicações do autor.

Quem foi Eça de Queirós?

Considerado como o melhor escritor do gênero romance realista do século XIX, Eça de Queirós ficou conhecido por ser o precursor do realismo em Portugal. Além de escritor, exerceu durante sua vida a carreira de advocacia e jornalismo.

Muitas das suas obras famosas, foram adaptadas para outros veículos de comunicação, como o teatro, cinema e televisão. É um importante escritor da língua portuguesa e conhecido até os dias atuais.

Principais obras do escritor

Pelo grande escritor que se tornou, Eça tem grandes obras publicadas, tais como: O mistério da estrada de Sintra (1870), O crime do padre Amaro (1875), O primo Basílio (1878), O mandarim (1880), O tesouro (1893), A ilustre casa de Ramires (1900), As cidade e as Serras (1901). Essa última obra, em especial, foi publicada após sua morte.

Morte de Eça de Queirós

O escritor português faleceu precocemente no dia 16 de agosto de 1900, com 55 anos, na cidade de Neuily-sur-Seine, na França. Foi sepultado num cemitério em Lisboa e teve horarias de funeral de Estado.

Não sabe-se ao certo qual doença vitimou Eça de Queirós. Os médicos da época não conseguiram identificar o que realmente causou a morte do escritor.

Acredita-se que tratou-se de uma doença silenciosa, influenciada pelo estilo de vida boêmio do escritor. Eça era apreciador de uma boa bebida, cigarros e noitadas. Tudo isso pôde ter agravado seu estado de saúde de tal maneira, que nem mesmo Eça e nem seus médicos, puderam perceber a evolução de seu quadro de saúde.

Alguns médicos disseram que Eça sofria de uma doença crônica no intestino, que levou a doença de Crohn, outros acusam a formação de um tumor maligno. O certo é que nunca souberam o que aconteceu com o escritor.

Curiosidades

O pai de Eça de Queirós era carioca, nascido no Rio de Janeiro.

É tido como precursor do estilo literário realismo.

Frases de Eça de Queiroz

  • “Quando não se tem aquilo que se gosta é necessário gostar-se daquilo que se tem.”
  • “Pensar e fumar são duas operações idênticas que consistem em atirar pequenas nuvens ao vento.”
  • “É o coração que faz o caráter.”
  • “Os sentimentos mais genuinamente humanos logo se desumanizam na cidade.”
  • “A arte é um resumo da natureza feito pela imaginação.”
  • “Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.”

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