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Biografia Resumida

Lendas do Folclore Brasileiro

A riqueza cultural que existe em nosso país é enorme, e com isso muitas histórias sobre personagens fictícios que viviam em tempos remotos nas terras brasileiras permanecem até hoje.

Confira as lendas do folclore brasileiro!

Lendas do Folclore Brasileiro mais conhecidas

O nosso folclore é muito rico e conta com diversas lendas que vão sendo passadas de geração em geração e por esta razão, até mesmo as histórias mais antigas permanecem sendo transmitidas para a população mais atual.

Por mais que haja hoje em dia um acúmulo de informações principalmente no que se diz a respeito da tecnologia, as histórias sobre a cultura de um país são de extrema importância para manter o elo entre o passado, o presente e o futuro.

A seguir trouxemos um pequeno resumo sobre as lendas do folclore brasileiro.

Saci Pererê

Com toda a certeza, o Saci Pererê é o personagem das lendas do folclore brasileiro mais conhecido, no entanto, a sua origem não é tão conhecida assim. Segundo a sua lenda o Saci é um menino negro, de uma perna só e que é bastante peralta, sempre aprontando travessuras.

O saci Pererê sempre anda fumando um cachimbo e com um gorro que possui poderes mágicos, sempre que ele surge é por meio de um redemoinho e sempre fica disposto a aprontar com está em seu caminho.

As travessuras do Saci Pererê não são maldades reais, mas funcionam como trotes que servem para diverti-lo. Fazer tranças no rabo do cavalo, esconder objetos importantes e deixar as comidas queimarem no fogão são as brincadeiras mais comuns que ele gosta de fazer.

Os sacis nascem dentro de bambus e vivem por lá em média por sete anos, para evitar que eles fujam, é necessário prendê-lo dentro de uma garrafa de vidro. Apesar do Saci Pererê ser o mais conhecido, a história do folclore inclui mais dois sacis: o Sacurá e o Trique.

Saci Pererê
Foto: Reprodução.

Iara

A Iara, também conhecida como mãe d’água é uma das lendas mais conhecidas e tem sua origem no povo Tupi. Ela era uma índia muito bonita, e sua beleza encantava a todos despertando muita inveja, inclusive de seus irmãos.

Os irmãos da Iara movidos pela inveja, decidiram atraí-la para a Floresta para matá-la. No entanto, ela consegue escapar, mas mata os seus irmãos, e como forma de punição ela foi condenada a se lançar no encontro dos Rios Negro e Solimões.

A partir daí a Iara se tornou uma sereia cuja a beleza era incomparável, seus cabelos eram muito longos e negros, da cor do ébano. A Iara também possuía um belo canto, este ajudava a atrair de forma hipnotizante os pescadores que passavam pelos rios para assim os matar.

Apesar de ser uma personagem com atitudes bem cruéis a sereia Iara se tornou muito popular estando presente em fantasias para festas infantis ou adultas, é a personagem que ganha mais popularidade nesse quesito.

Iara
Foto: Reprodução.

Mula-sem-cabeça

A origem da mula-sem-cabeça é bem peculiar, e com certeza essa é a personagem do folclore que mais colocou medo nas crianças desde a sua origem.

Quando uma mulher mantém um relacionamento amoroso com um padre reza a lenda que ela é amaldiçoada, se tornando uma mula-sem-cabeça que solta fogo pelo pescoço e percorre as matas assustando as pessoas e os animais.

Essa maldição não ocorre todos os dias, segundo a lenda é apenas nas noites de quinta-feira que ocorre essa transformação, e a mula sai correndo em direção às matas mais verdes para poder assustar.

Mula-sem-cabeça
Foto: Reprodução.

Cuca

No Brasil, ela é bem conhecida e até tema de música e de canções de ninar ela já foi. A Cuca é um personagem folclórico de origem portuguesa, no entanto, sua história foi incorporada ao nosso acervo cultural e por diversas vezes ela é um personagem confundido com o bicho papão.

A origem da Cuca e bem peculiar, por ser uma criatura que não dorme quase nunca (somente em raras ocasiões) ela surgiu para querer buscar as crianças que não querem dormir (lembra da canção de ninar?).

A sua criação ocorreu com o intuito de causar espanto e medo nas crianças que são desobedientes, sua aparência física é de uma mulher velha e feia com o rosto de um jacaré, e ela sai pelo mundo afora atrás das crianças que não obedecem.

O medo dessa criatura aumentou nas crianças devido a cantiga: “Dorme neném, que a Cuca vem pegar. Papai foi pra roça e mamãe pro cafezal.” A ideia é que a criança durma para que assim a Cuca não a leve.

Cuca
Foto: Reprodução.

Curupira

Assim como o saci Pererê, o Curupira é um personagem que ama pregar peças nas pessoas. A sua origem é do tupi-guarani e seu nome significa, corpo de menino.

A sua aparência física é de um garoto que possui cabelo vermelho e os pés virados para trás. O Curupira é protetor da Natureza e por isso, as suas peças são pregadas em pessoas que fazem mal à fauna e a flora.

A forma que ele usa para enganar aqueles que fazem mal à natureza é assobiar alto e várias vezes e deixar várias pegadas com os seus pés virados. Caso a pessoa queira se livrar as pegadinhas do Curupira, reza a lenda que basta só oferecer a ele cachaça ou tabaco.

Curupira
Foto: Reprodução.

Lobisomem

Por mais que essa lenda não seja de origem de nossa Terra, sua origem é europeia, ela acabou sendo incorporada ao nosso folclore e é bastante explorada em temas de séries e filmes.

O lobisomem é um monstro que expressa características de seres humanos e de lobos, possui uma certa agressividade e sai às noites em busca de sangue para poder se alimentar.

A origem quanto ao surgimento do lobisomem pode variar, de acordo com cada local do país, mas as mais aceitas são:

  • Quando uma mulher possui sete filhas mulheres e o oitavo filho nasce homem, ele se torna lobisomem.
  • Quando uma mulher tem um filho e não o batiza ele pode se tornar um lobisomem.

A metamorfose (mudança de homem em lobisomem) ocorre em noites de lua cheia o soar das doze badaladas (meia-noite) nas encruzilhadas, ao começar a despertar os primeiros raios solares o ser folclórico volta a ser humano de novo.

Lobisomem
Foto: Reprodução.

Caipora

Esta é mais uma representante do grupo de personagens que o foco é defender as verdes florestas do Brasil e os animais que vivem nelas. Não há consenso se ela é homem ou mulher, isso dependerá da região em que a história é contada.

A Caipora é considerada uma prima do Curupira, sua aparência é de tom de pele escura, coberta por pelos avermelhados e sempre vive montada em um porco do mato.

A sua origem é tupi-guarani e significa moradora do mato, ela está sempre alerta e quando caçadores ou pessoas que desejam fazer mal à natureza aparecem, ela solta uivos bem altos para poder assustar, principalmente nos fins de semanas e nos feriados.

Caipora
Foto: Reprodução.

Boto-cor-de-rosa

O Boto-cor-de-rosa pode ser conhecido como Uauiará e a sua lenda surgiu na Amazônia. Nas histórias sobre o Boto é dito que ele aparece nas noites de festa junina saído das mais profundezas dos rios e se transforma em um homem belo e charmoso, que tem por objetivo atrair as mulheres.

Depois que as atrai ele as leva para o fundo do rio para acasalar com elas. É por esse padrão que muitas pessoas que acreditam nas lendas do folclore dizem que o Boto-cor-de-rosa é pai das crianças cujo o pai é desconhecido.

Boto-cor-de-rosa
Foto: Reprodução.

Cobra-grande

Talvez essa seja umas das lendas do folclore brasileiro menos conhecida, ela também é conhecida como a lenda da cobra grande da Amazônia. A Cobra-grande, ou Cobra boiuna, Honorato ou Norato, é uma imensa cobra com olhos grandes e luminosos.

A cobra-grande mora nas profundezas dos rios e seu tamanho é tão grande que tem o poder de afundar várias embarcações, em algumas situações, a cobra pode se transformar em uma mulher e causar ilusões aos navegantes.

Lendas do Folclore Brasileiro
Foto: Reprodução.

Comadre Fulozinha

Essa personagem é uma cabocla que se assemelha a uma fada que vive em algumas regiões da Zona da Mata Nordestina, ela é uma grande protetora tanto da flora quanto da fauna. Possui belos cabelos compridos com diversos enfeites de flores coloridas.

Ela passa os seus dias pregando peças e sustos naqueles que tentam fazer mal à natureza, também reza a lenda que se você chamar o nome da Comadre Fulozinha na mata três vezes ela aparece para lhe pregar um belo susto.

Lendas do Folclore Brasileiro
Foto: Reprodução.

Vitória Régia

Essa lenda de origem amazônica conta a história de Naiá, uma índia que era apaixonada por Jaci, o deus-lua que tinha o costume de namorar todas as belas moças da região.

As moças eram levadas por Jaci e se transformavam em estrelas brilhantes, e mesmo Najá sabendo de tudo, ela ainda sonhava em namorar com Jaci.

Naiá estava muito triste porque queria namorar com Jaci que foi até a beira do rio e viu a sombra da lua refletida na água.

Como esse dia nunca chegava, um belo dia, sentou-se à beira do rio e viu a lua refletida nas águas do rio. Naiá se inclinou para beijar, o que ela acreditava ser o seu amado Jaci e acabou caindo na água e morrendo afogada.

Jaci se emociona com o que aconteceu e transforma Naiá em uma planta aquática que sempre que recebe a luz lunar, se abre.

Lendas do Folclore Brasileiro
Foto: Reprodução.