Biografia de Tarsila do Amaral

Muita gente já ouviu falar em Tarsila do Amaral, mas poucos conseguem assimilar a importância desta grande artista e intelectual brasileira.





Sobre Tarsila do Amaral

Nascida sob a calmaria de uma fazenda no interior de São Paulo no ano de 1886 no dia 1º de setembro ela era filha do casal Lydia Dias de Aguiar do Amaral e José Estanislau do Amaral Filho.

O pai de Tarsila era muito conhecido devido sua riqueza, que, aliás, ganhou comprando fazendas no interior do estado de São Paulo, entre elas a Fazenda São Bernardo, onde nasceu Tarsila.

Devido as posses do seu pai a jovem Tarsila cresceu em um ambiente cercado de riquezas, conforto e acesso à boa educação e proximidade cultural.

A família de Tarsila a enviou para Barcelona na Espanha para concluir os estudos onde teve contato com grandes artistas e movimentos intelectuais. Anteriormente ela estudava em um colégio de freiras (Colégio Sion).

Foi sob a égide de um modernismo que se formava que Tarsila, ainda em Barcelona, começou sua carreira de pintora, desenvolvendo ali, inclusive, sua primeira obra intitulada Sagrado Coração de Jesus. A jovem Tarsila do Amaral tinha apenas 16 anos quando concebeu essa importante obra.

Após certo período de êxtase cultural Tarsila dedicou-se a aprender ainda mais sobre arte e, neste momento, já casada, separou do marido devido ao fato de o mesmo ter posição conservadora extrema e não aceitar que sua esposa fosse artista. Foi logo após sua separação que a mesma em viagem a Paris começou a namorar com o escritor, também do movimento modernista, Oswald de Andrade.

Com uma história marcante na arte brasileira modernista Tarsila teve um final de vida triste e melancólico. Após realizar uma cirurgia para redução de dores na coluna a mesma ficou paraplégica, devido ao erro do médico que a operou.

Pelo resto de sua vida conviveu com a tristeza de ficar presa a uma cadeira de rodas. Outro grande baque na vida da artista foi a morte de sua única filha Dulce, que, aliás, morreu vítima de diabetes.

Diante de diversas situações de angústias a mesma passou a buscar forças no Espiritismo e se tornou amiga do médium Chico Xavier.

Os quadros que a artista conseguia pintar, mesmo em cadeiras de rodas, eram vendidos e o dinheiro doado a uma entidade filantrópica presidida pelo mentor espiritual. Após enfrentar uma depressão a artista morreu em 17 de janeiro de 1973 no Hospital da Beneficência Portuguesa – São Paulo.

Filme sobre a artista

Segundo relatos e informações apuradas pela equipe do Biografia Resumida. O filme “Eternamente Pagu” (1987), e as minisséries “Um Só Coração” (2004) e “JK” (2006) são obras criadas para relatar um pouco da vida de Tarsila do Amaral.

Além de filmes e minisséries a artista também já foi tema de peça teatral, criadas nos anos de 2001 e 2002 por Maria Adelaide Amaral. No entanto, a peça não teve continuação e no ano de 2003 foi encerrada.

A história da ilustre passou a ser contada em forma de livro a partir do ano de 2004.

Além de todas essas obras de arte para homenagear esta tão amada artista brasileira, Tarsila recebeu uma homenagem da União Astronômica Internacional, no final do ano de 2008 atribuiu o nome “Amaral” a uma cratera do planeta Mercúrio.

Obras de Tarsila do Amaral

Dentre características que mais chamam atenção nas obras de Tarsila do Amaral são as cores bem vivas em suas pinturas, usava também formas geométricas, abordagem de temas sociais, cotidianos, além de explorar bastante as paisagens do seu país natal, entre outras coisas.

Pátio com Coração de Jesus (Ilha de Wright) – 1921
A Espanhola (Paquita) – 1922
Chapéu Azul – 1922
Margaridas de Mário de Andrade – 1922
Árvore – 1922
O Passaporte (Portrait de femme) – 1922
Retrato de Oswald de Andrade – 1922
Retrato de Mário de Andrade – 1922
Estudo (Nu) – 1923
Manteau Rouge – 1923
Rio de Janeiro – 1923
A Negra – 1923
Caipirinha – 1923
Estudo (La Tasse) – 1923
Figura em Azul (Fundo com laranjas) – 1923
Natureza-morta com relógios – 1923
O Modelo – 1923
Pont Neuf – 1923
Rio de Janeiro – 1923
Retrato azul (Sérgio Milliet) – 1923
Retrato de Oswald de Andrade – 1923
Autorretrato – 1924
São Paulo (Gazo) – 1924
A Cuca – 1924
São Paulo – 1924
São Paulo (Gazo) – 1924
A Feira I – 1924
Morro da Favela – 1924
Carnaval em Madureira – 1924
Anjos – 1924
EFCB (Estrada de Ferro Central do Brasil) – 1924
O Pescador – 1925
A Família – 1925
Vendedor de Frutas – 1925
Paisagem com Touro I – 1925
A Gare – 1925
O Mamoeiro – 1925
A Feira II – 1925
Lagoa Santa – 1925
Palmeiras – 1925
Romance – 1925
Sagrado Coração de Jesus I – 1926
Religião Brasileira I – 1927
Manacá – 1927
Pastoral – 1927
A Boneca – 1928
O Sono – 1928
O Lago – 1928
Calmaria I – 1928
Distância – 1928
O Sapo – 1928
O Touro – 1928
O Ovo (Urutu) – 1928
A Lua – 1928
Abaporu – 1928
Cartão Postal – 1928
Antropofagia – 1929
Calmaria II – 1929
Cidade (A Rua) – 1929
Floresta – 1929
Sol Poente – 1929
Idílio – 1929
Distância – 1929
Retrato do Padre Bento – 1931
Operários – 1933
Segunda Classe – 1933
Crianças (Orfanato) – 1935/1949
Costureiras – 1936/1950
Altar (Reza) – 1939
O Casamento – 1940
Procissão – 1941
Terra – 1943
Primavera – 1946
Estratosfera – 1947
Praia – 1947
Fazenda – 1950
Porto I – 1953
Procissão(Painel) – 1954
Batizado de Macunaíma – 1956
A Metrópole – 1958
Passagem de nível III – 1965
Porto II – 1966
Religião Brasileira IV – 1970

Frases de Tarsila do Amaral

Veja algumas das principais frases de Tarsila do Amaral:

  • “Parece mentira, mas foi no Brasil que tomei contato com a arte moderna.”
  • “Tenho encontrado tanto carinho por parte deles [os amigos] que estou perdendo meu complexo de inferioridade que dura mais de dez anos.”
  • “Sou muito devota do Menino Jesus de Praga, porque alcancei muitas graças com as orações a ele. É uma novena milagre, eu sei tudo de cor: ‘Oh Jesus que dissestes: Pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e a porta se abrirá´.”
  • “Minha força vem da lembrança da infância na fazenda, de correr e subir em árvores. E das histórias fantásticas que as empregadas negras me contavam.”
  • “Eu invento tudo na minha pintura. E o que eu vi ou senti, eu estilizo.”

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