Biografia de Luís de Camões

A biografia de Luís de Camões torna-se meio obscura à medida que pouca coisa se sabe em localização e números exatos de sua história.





Mas sabe-se que foi um dos mais brilhantes escritores e poetas portugueses.

Quem foi Luís de Camões

Um dos maiores símbolos do Classicismo no mundo e, em especial lusófona. Luís Vaz de Camões, provavelmente, nasceu em Lisboa por volta do ano 1524 e era descendente por lado paterno de Vasco Pires de Camões um célebre trovador que afastou a influência cultural e literária bretã e italiana do país.

O mesmo teria sido pai de Antão Vaz de Camões que se casou com uma parente de Vasco da Gama chamada Guiomar da Gama.

Luís de Camões teria sio educado aos pés de um tio que o instruía e o colocou para ingressar nos estudos. Dizem que Camões era um aluno sem disciplina, porém, gostava de aprender muito e obtinha capacidade de aprendizado diferenciado.

À medida que crescia Camões se tornava mais impulsivo e que gostava da vida boêmia, mantendo, diversas relações com mulheres, muitas delas casadas. Um documento registra que Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá deveria embarcar para Índia sendo alistado como escudeiro.

Diz-se na tradição que Camões não embarcou e preferiu ficar a viver a vida de forma boêmia em Portugal. Neste meio tempo acaba brigando, durante uma procissão de Corpus Christi, com um empregado do Paço, vindo a golpeá-lo com uma espada.

Como punição Camões foi condenado a prisão e três anos depois perdoado por ordem régia. Neste mesmo ano de sua libertação é embarcado para a Índia para servir ao rei e bravamente lutou. Inicialmente chegaram a Goa na índia em 1555 e dali foram comissionados pelo Vice – Rei D.

Luís de Camões

Afonso de Noronha a seguir para o Mar Vermelho onde deveriam enfrentar os Mouros.

Foi neste período, que os historiadores acreditam, ter começado a escrever “Os Lusíadas” sua principal obra.

O poeta teve, segundo reza a tradição, problemas com o vice-rei e foi designado a Macau, lugar na época que estava sendo estabelecido para fins comerciais e dominado por Portugal. Ali, numa gruta, Camões teria continuado seu trabalho com Os Lusíadas.

O poeta Camões que em uma batalha perdeu um olho voltou a Lisboa em 1570, provavelmente, já com os manuscritos de Os Lusíadas. O poema era carregado de feitos épicos das batalhas vencidas por Portugal através da esquadra de Vasco da Gama, mas ele narra episódios líricos dentro do texto, tornando-o diferente do que costumeiramente era feito entre os clássicos.

Em suma a obra de Camões, contando versos e geral, tendem a elaborar questões filosóficas inerentes a vida, sentimentos, conflitos, os dramas vividos por nós humanos. Do amor a desilusão vemos em camões um Renascentista observando o mundo e as crises existenciais do ser humano.

O autor deixou obras de teatro cômico, diversos poemas na coletânea Rimas e evidentemente sua maior contribuição que é Os Lusíadas. Camões teve embates em vida, sofreu, segundo ele mesmo narrou, várias injustiças e somente após sua morte veio, de forma mais generosa e digna, seu reconhecimento.

Luís de Camões teria recebido de D. Sebastião as honrarias pela obra que foi autorizada ser publicada em 1572. Uma aposentadoria através de uma pensão vitalícia foi concedida a Camões onde D. Sebastião registrou: “Luís de Camões, cavaleiro fidalgo de minha Casa”.

O poeta passou os últimos anos em uma casa próxima da Igreja de Santa Ana em uma situação de extrema pobreza. Alguns biógrafos discordam desta afirmativa e afirmam que ele tinha um escravo chamado Jau e muitas posses.

Camões que melhor descreveu a glória de Portugal entrou em depressão após testemunhar vivo a derrota de seu país na Batalha de Alcácer – Quibir na qual D. Sebastião desapareceu. Desta batalha resultou a servidão aos espanhóis.

O mesmo adoeceu e faleceu em 10 de junho de 1580, segundo muitos biógrafos. Seu corpo foi sepultado no cemitério dos pobres que era ligado ao hospital onde estivera internado. Os maiores especialista na biografia de Camões afirmam que a ossada depositada em um túmulo no Mosteiro dos Jerônimos não pertence a Luís de Camões.

Frases de Luís de Camões

Veja algumas das principais frases do escritor:

  • “O fraco rei faz fraca a forte gente.”
  • “Ah o amor… que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê.”
  • “A verdadeira afeição na longa ausência se prova.”
  • “Amor é fogo que arde sem se ver.”
  • “Amor é fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente.”
  • “Amar é um cuidar que se ganha em se perder.”
  • “O amor com seus contrários se acrescenta.”

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