Biografia de José de Alencar

Um dos primeiros escritores brasileiro chamado de sertanista foi José Martiniano de Alencar, conhecido mundialmente como José de Alencar, foi escritor, jornalista e político.





Quem foi José de Alencar

Nascido em um sítio chamado Alagadiço no Distrito de Messejana em Fortaleza – estado do Ceará em 01 de maio de 1829 o escritor ainda passeou por várias outras atividades como dramaturgo, advogado, romancista e outros tantos mais.

José de Alencar é um filho ilegítimo do padre e senador José Martiniano Pereira de Alencar e da prima do mesmo Ana Josefina de Alencar. O primogênito deste relacionamento escandaloso à época foi José de Alencar que era apelidado de Cazuza.

O escritor nascera apenas sete anos após D. Pedro I ter Proclamado a Independência do Brasil e assim em meio às efervescências José de Alencar cresce, sendo um expectador do cenário de transformações políticas do país. Seu pai torna-se Senador e consequentemente depois governador do Ceará.

Foi na capital do Império – Rio de Janeiro que José de Alencar se aproxima da alta cúpula intelectual do país e se torna, entre outras coisas um jornalista ao entrar no Correio Mercantil e assina uma seção chamada “Ao Correr da Pena”. Ainda foi redator – chefe do Diário do Rio em meados de 1985. Foi neste período que surgiu o seu primeiro romance “Cinco Minutos” publicado enquanto estava no Diário do Rio.

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Uma das obras mais importantes e brilhantes de José de Alencar seria publicada como folhetim no respectivo jornal – sendo a obra “O Guarani”. Esta, inclusive, teve tanta repercussão e boa crítica que projetou uma inspiração para criação da ópera O Guarani muito conhecida e tocada até hoje diariamente na abertura do programa radiofônico A Voz do Brasil. Esta obra denotou o lado nacionalista de José de Alencar onde ele conta vivências da cultura do povo indígena e simples do ambiente rural e natural do país.

O Guarani não foi o único livro de José de Alencar que abordava a temática indígena, mas ele ainda lançaria Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O escritor abandonaria por um tempo o jornalismo para se dedicar a função pública de chefe da Secretaria do Ministério da Justiça. José de Alencar tornou-se deputado estadual pelo Ceará através do partido que sempre militou o Partido Conservador.

Ao tentar tornar-se Senador foi reprovado pelo Imperador D. Pedro II por ser considerado jovem demais para o cargo de tão alto valor. O escritor teve um momento polêmico onde seu filho Mário de Alencar, mais tarde, diriam alguns, era na verdade filho de Machado de Assis e haveria inspirado o livro Dom Casmurro. Todavia, essa história nunca foi confirmada nos anais da história e para todo efeito Mário de Alencar era filho de José de Alencar.

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O escritor morreu vítima de tuberculose após ter tentado tratamento médico na Europa, mas não conseguiu se curar. Quando o mesmo morreu em 12 de dezembro de 1877 diversos artistas, personalidades da literatura, política e intelectuais estiveram em seu velório e perceberam que a família, não obstante as origens, vivia em grande dificuldade financeira e pobreza. José de Alencar ocupou a cadeira número 23 da Academia Brasileira de Letras, concedida, pessoalmente, por Machado de Assis.

As principais obras deixadas por José de Alencar foram “Cinco Minutos”, “Cartas Sobre a Confederação dos Tamoios”, “O Guarani”, “Verso e Reverso”, “A Viuvinha”, “Lucíola”, “As Minas de Prata”, “Diva”, “Iracema”, “Cartas de Erasmo”, “O Juízo de Deus”, “O Gaúcho”, “A Pata da Gazela”, “O Tronco do Ipê”, “Sonhos d`Ouro”, “Til”, “Alfarrábios”, “A Guerra dos Mascate”, “Ao Correr da Pena”, “Senhora” e “O Sertanejo”.

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