Biografia de Florbela Espanca

A poetisa portuguesa Flor Bela Lobo que adotou o nome Florbela d’Alma da Conceição Espanca ou simplesmente Florbela Espanca foi uma artista das letras que viveu pouco, mas com um a intensidade e verdadeira ebulição de sentimentos.





História de Florbela Espanca

Nascida na Vila Viçosa no Alentejo em Portugal no dia 08 de dezembro de 1894 a poetisa foi fruto de uma decisão nada convencional.

O seu pai João Maria Espanca era casado com a senhora Mariana do Carmo Toscano, que, por sua vez, era estéril. Numa conversa acordada essa consentiu que ele mantivesse relações íntimas com uma camponesa chamada Antónia da Conceição Lobo para que pudesse ter filhos.

É desta situação que nasce Florbela Espanca e um irmão da mesma chamado Apeles. A poetisa estudou em escola primária em Viçosa e já criava seus primeiros versos. Em Viçosa viveu com a esposa do seu pai e foi criada como filha adotiva, haja vista, que o pai de Florbela não lhe registrou como filha.

Ele só reconheceu a paternidade cerca de 18 anos após a morte da poetisa. Florbela estudou Letras no Liceu e depois foi professora de literatura e português. A partir de 1903 passa a escrever e compor seus poemas de maneira mais intensa.

Colaborou com jornais e revistas como jornalista em Évora e é neste período que se casa pela primeira vez com Alberto de Jesus Silva Moutinho. O casamento passa por muitas dificuldades e ela acaba mantendo um caso extraconjugal com António José Marques Guimarães – alferes de Artilharia da Guarda Republicana. A poetisa ainda teria um terceiro relacionamento com o médico Mário Pereira Lage e com quem se casa pela terceira vez. A poetisa chegou a cursar Direito na Universidade de Lisboa.

O ano de 1927 foi trágico para Florbela, haja vista, que seu irmão Apeles acabou morrendo em um trágico acidente aéreo. Neste período ela lança a obra “As Máscaras do Destino” que como em outros poemas e obras, a exemplo de, “A Vida e a Morte” é carregado de inquietude, tristeza e solidão.

A poetisa explora temas como erotização, feminilidade e se preenchia desta quase faceta feminista. Quando sofreu um aborto espontâneo em seu segundo casamento em 1923 a poetisa apresenta sérios problemas de saúde emocional, sendo, inclusive, diagnosticada com neurose.

Muitas obras de Florbela Espanca foram lançadas após sua morte, ou seja, foram póstumas. Entre estas obras estão “Cartas de Florbela Espanca – 1949”, “Charneca em Flor – 1931” e “O Dominó Preto – 1983”.

A poetisa recebeu o diagnóstico de um edema pulmonar e estava às vésperas de lançar o livro “Charneca em Flor” quando já na terceira tentativa de suicídio, devido forte depressão, acabou tirando a própria vida no dia 08 de dezembro de 1930 aos 36 anos.

O suicídio ocorreu em Matosinhos em Portugal após a poetisa ingerir uma substância química altamente letal chamada barbitúricos.

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